A pior parte de escrever algo quando se tem certeza de que será lido é discorrer as primeiras palavras. Não por falta de inspiração, é claro, mas pela ânsia de querer agradar. Como um ser amado sempre me lembrou "não deixe de expressar a sua verdade só pelo medo de alguém não gostar do que está prestes a ouvir." e com esse pensamento eu cresci e desenvolvi a adulta criança que sou hoje.
Tímida, ciumenta, amante e amada, amiga, altruísta e assustada por multidões. Apaixonada pelos que se encontram próximos a mim e desesperada para fugir da atenção. Tenho em um só verbo uma qualidade e um defeito: amar (demais). E me encontro disposta a me desvincular de tudo para poder respirar depois de cada decepção. Maldade? Conheço, mas repugno. Tristeza? Conheço, mas ainda não consegui controlar. Ingratidão? Conheço, e cansei de aceitar. Cuido tanto dos outros que eles mesmos sequer questionam se preciso de alguém para cuidar de mim. Me importo tanto com o que os outros sentem a meu respeito que até ignoro o que eu realmente sinto. Bata em mim, mas não mexa com uma pessoa que eu amo. Esse é o lado ruim que não faço questão de evitar. A parte de mim que mais conheço e a que mais tento esconder. E, por sinal, adoro falar sozinha.
Seria esse um grito de boas vindas, mas pelo tanto que você já me conheceu só em ler esse último parágrafo, sente-se no sofá e sirva-se na geladeira. Garanto que bons vinhos, boas músicas, bons livros, bons filmes, comidas deliciosas, muitos sorrisos e conversas de varar a madrugada você aqui irá encontrar.
Assim me apresento, étrange. Minha vida é feita de cores, só me falta descobrir a sua. Cultivo meu jardim a partir delas. E como minhas flores são abençoadas... no seu jeito precioso de ser.
Bem vindo você, que lê.